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O amor e o limite como base da boa educação

 

Regras e normas na educação familiar auxiliam no aprendizado de como a criança deve se comportar e reagir frente às diferentes situações e deveres que ela irá enfrentar em sua vida. Elas constituem um dos fatores fundamentais para a formação de adultos equilibrados e seguros. Indisciplina, desorganização e as birras infantis, quando as vontades não são satisfeitas, são alguns dos comportamentos específicos de crianças que revelam a falta de limites.
Daí a importância de os pais colocarem regras e normas de forma adequada desde o nascimento dos filhos e durante todo o seu desenvolvimento.

Os acessos de raiva são comuns na infância, pois geralmente a criança não quer esperar, e quer fazer coisas que não consegue, o que acaba gerando frustrações.

Aos pais, cabe auxiliar seus filhos a lidarem com as frustrações do cotidiano, através de regras consistentes.

Ao instituir limites, os pais devem manter uma postura firme e coerente, agindo sempre da mesma forma frente às situações semelhantes, ou seja, os pais não podem dizer uma coisa e agirem de outra forma, pois as crianças ficam confusas. Por exemplo, uma mãe que demonstra estar sempre atrasada, encontrará dificuldades em impor horários aos filhos.

Dizer “não” à criança quando necessário, é uma forma de mostrar que nem tudo é possível, e dizer-lhe o que deve e pode ou não fazer, é uma maneira de dar segurança e mostrar que você se importa com ela e a ama. Assim ela vai aprendendo a lidar com as frustrações e não cresce achando que tudo é fácil ou que “o mundo gira ao seu redor”.

Há pais que, erroneamente, se preocupam em não frustrar seus filhos e consideram que a forma mais adequada de os educar é satisfazer absolutamente a todas as suas vontades.

Em seu livro Limites sem Traumas, a filósofa, professora e pesquisadora educacional Tânia Zagury diz: “Os pais têm o que eu chamo de visão excessivamente psicologizada da educação. Preocupam-se demais com o emocional dos filhos, se vão ficar com algum trauma, algum complexo ou com a autoestima abalada cada vez que eles lhes impuserem limites. Muitos tornam-se superprotetores, alegando que o tempo é escasso e que preferem curtir os filhos em vez de ficar fazendo exigências. Mas esse tempo que sobra é precioso para a formação ética dos filhos.

Nessas poucas horas é preciso ter atenção, firmeza e postura. É preciso fazer a criança entender que os pais se ausentam porque estão trabalhando. E que trabalham porque querem dar segurança, saúde e educação aos filhos. A criança compreende isso muito bem. Quando juntos, os pais devem dar carinho, amor e… mais que tudo, educação aos filhos”. Para os pais, estabelecer disciplina aos filhos também acaba sendo um aprendizado, pois muitas vezes o adulto vai se deparar com a sua própria dificuldade com relação a ela. Portanto, a paciência e o diálogo são requisitos essenciais que os adultos devem ter ao impor limites. A falta destes prejudica os próprios filhos, trazendo consequências desastrosas para estes como insegurança, dificuldades em suas relações interpessoais e muitos conflitos internos, para a própria família, e num sentido mais amplo para a sociedade.

Educar uma criança estabelecendo limites, é acima de tudo, oferecer segurança e uma base sólida na formação de sua personalidade. É educar com amor!


Cris Nogueira
Psicóloga especializada em infância e adolescência – crp:03/2199
Pós graduada em psicopedagogia e gestão de pessoas